Lendo a Bíblia, fico impressionado como ela nos responde sempre que estamos com um dilema, uma dúvida. Não compreendemos o quanto Deus nos ama e que não temos como retribuir, aliás, fazemos muito pouco para exercer essa prática. Ao contrário, a violência está ao nosso redor, se tornou um espetáculo, onde somos espectadores plenos daqueles que põem somente os olhos para funcionar. Nunca questionamos.
Pode parecer meio revoltosa essa declaração, mas é a pura verdade. Basta ver a TV, com suas atrações jornalísticas para constatar que quando é noticiado um acidente, uma morte, uma doença, ou quando se mostra a dor de uma mãe que perde o seu filho para o tráfico, ou para morte prematura; logo após, essa cena é trocada por outra notícia, de cunho até alegre, festivo, como se a anterior fosse esvaziada de seu conteúdo triste.
Nosso último episódio político mostrou como um conflito gerou outro. Osama Bin Laden foi assassinado - há controvérsias - pelo exército americano no Paquistão, quando o certo e coerente seria que ele fosse julgado judicialmente e legalmente, tal como uma democracia estipula na sua constituição federal. Não vamos entrar na questão do por que o terrorista cometeu tamanho ato contra os EUA, mas no âmbito cristão - e fora dele também - fica a questão: por que matar? Por que se desentender com o próximo quando uma simples conversa poderia resolver as indiferenças? Por que não ouvimos o outro, simplesmente o ignoramos, para cuidar do próprio ego?
Por que não exercemos aquilo que diz em Provérbios 10:12: – “O ódio excita contendas; mas o amor cobre todas as transgressões.
Por uma situação que nos rodeia, a primeira atitude que tomamos é de revolta, de contestação, o que pode significar uma individualização dos nossos conceitos. Jesus pregava ao ar livre para que as pessoas pudessem ver o que ele dizia e fazia, para que adotassem os seus modos e a sua conduta de vida, enfim, vivenciar o Reino aqui na Terra, e por um ato simples. Ele mostrou que é possível. Propagou a prática do amor.
Parece um esforço amar o próximo antes de nós mesmos, mas não foi isso que Jesus fez. Ele amou por simplesmente amar, por perceber que antes de enfrentar, de brigar, de confrontar, o amor rompe todas as barreiras, estabelece uma relação duradoura, que se não O tivesse como base, dificilmente se sustentaria.
Ame, assim como Jesus o amou, para exercer o nosso poder de tolerância e de sabedoria.
Antony Cardoso by vineyard leste


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